5 - Crónicas de um Viajante no Tempo – ab origine
Operação: 5º. Império (I)
O Mito do 5º. Império sem dúvida alguma exerceu uma importante e profunda influência, principalmente no reinado de D. Dinis, Rei de Portugal e nomeadamente no próprio rei que com a sua consorte, a Rainha Santa Isabel, instituíram no reino português o Culto do Divino Espírito Santo ainda existente e praticado no início do Século XXI na cidade de Tomar, Minho e principalmente nos Açores, no Brasil e Estados Unidos da América do Norte. Este culto está intimamente ligado à Expansão Marítima Portuguesa que teve o seu maior desenvolvimento no planeta durante os Séculos XIV e XV e que coincide com o auge do Culto do Divino Espírito Santo durante aquele período de tempo foi a religião oficial de Portugal à revelia dos interesses da Igreja de Roma que procurou interditar a prática do referido Culto, tendo-se registado por parte do próprio Rei D. Dinis, oposição aos Bispos e à Cúria Romana no que se refere à prática e expansão desse ramo do Cristianismo.
A famosa profecia do profeta Daniel ao Rei da Babilónia, Nabucodonosor, ao interpretar o sonho que o Rei tinha tido sobre a estátua com a cabeça de ouro fino e os braços de prata; o ventre e as ancas de bronze; os pés metade de ferro e metade argila que fora despedaçada por uma pequena pedra que se soltara do cimo de um monte. No discurso ao Rei, Daniel interpreta o sonho como uma alegoria a quatro impérios sucessivos. O quinto império, da pedra que rolara do monte e que se transformara numa alta montanha e cobrira toda a Terra, será o Império de Deus ou seja: - o Império do Espírito que nunca será destruído e subsistirá para sempre. Eis, pois, o Quinto Império, depois da derrocada dos impérios sucessivos da Assíria; da Pérsia; da Grécia e de Roma.
Assim, o Culto do Espírito Santo está intimamente ligado ao Mito do 5º. Império que desde o sapateiro Bandarra; Luís de Camões; Padre António Vieira; Fernando Pessoa e já em pleno Século XX, o saudoso filósofo Agostinho da Silva. Todos eles defenderam à sua maneira o Mito do 5º. Império em que uma pequena nação como Portugal viria a ter uma importante acção no decorrer do Século XXI. Essa mesma acção visaria essencialmente o esclarecimento espiritual da Humanidade no que diz respeito à razão porque existe e o que lhe competirá fazer no contexto universal. É surpreendente a verificação da existência de uma analogia tão expressiva entre uma pequena pedra que rolara de um monte e se transformara numa montanha
que cobrira toda a Terra e um pequeno país como Portugal incumbido de uma importante missão em divulgar um conceito espiritual de vida superior e único ! . . .
É evidente que todas estas questões relacionadas com o Culto do Espírito Santo e o Mítico 5º. Império pertencem exclusivamente às áreas das narrativas bíblicas e fundamentadas em estudos históricos cujas fontes datam de milhares de anos no passado. Naturalmente que todos esses factos, eventos e narrativas de ordem mística e religiosa numa perspectiva racional e científica são irrelevantes, embora possam teoricamente servir de fio condutor para o início das respectivas pesquisas, pois, só através do estudo persistente e objectivo o Homem poderá alcançar o conhecimento preciso de si mesmo ou seja: - saber distinguir e compreender perfeitamente a sua natureza espiritual a par da sua composição psicossomática.
Não podemos rejeitar a nossa História, as nossas tradições aquilo que os nossos antepassados produziram no passado de bom e de mau, pois que o presente é uma consequência do pretérito, assim como no tempo presente estamos a produzir o nosso futuro ! Não podemos evitar esse facto natural !
No panorama histórico de Portugal, uma das nações mais antigas da Europa, este país é efectivamente o herdeiro natural da Ordem dos Templários através da Ordem de Cristo e apesar de no reinado da Rainha D. Maria II, esta definitivamente tornou a Ordem de Cristo numa ordem honorífica, cujo Grão-Mestre é o Senhor Presidente da República Portuguesa, Ordem essa que apenas serve para conceder honras e condecorações a individualidades que se tenham distinguido em acções notáveis em benefício da Nação. Convém, pois, lembrar que o Rei D. Dinis, quando da extinção dos Templários em França, transformou a Ordem do Templo do ramo português na sua sucessora Ordem de Cristo que no fundo era a mesmíssima Ordem Templária. Só mudou de nome e de roupagens ! Simplesmente, no Romance: Operação 5º. Império, na sua perspectiva imaginal, surgem de facto elementos historicamente verídicos quando relacionados com o mítico “Tesouro dos Templários”, tão divulgado através da literatura mundial e de filmes de sucesso internacional.(Código Da Vinci) do escritor Dan Brown. Os dados históricos apontam efectivamente de que a Ordem do Templo dispunha efectivamente de grandes recursos financeiros materializados em ouro e prata. Dispunha igualmente de documentos importantes talvez representados por cartas náuticas secretas. Não será difícil de imaginar de que igualmente os Templários eram portadores e guardiães de artefactos sagrados oriundos de diferentes civilizações ! Não será surpreendente de que os Cavaleiros da Ordem do Templo tenham ido e ali permanecido na “Terra do Preste João – Etiópia (tão ansiosamente procurado pelo Infante D. Henrique) e de lá trazido a bíblica “Arca da Aliança”. Ainda em relação ao misterioso “Tesouro dos Templários” quando da fuga destes de França, uns encaminharam-se para a Escócia, durante o tempo do nobre Robert Bruce, defensor da Independência escocesa (1314);
Por outro lado, parte da poderosa frota naval templária foi desviada para Portugal (1315), tendo os templários franceses em fuga refugiado-se no então reino português, sendo recolhidos sob a protecção do Rei D. Dinis. Enquanto ainda hoje, caçadores de tesouros, historiadores e investigadores, nomeadamente – franceses, ingleses e norte-americanos buscam de maneira infatigável o paradeiro do mítico “Tesouro” dos Templários”, mostra a História de forma subtil de que este na realidade, parte deste, foi trazido para Portugal e aplicado de forma inteligente e objectiva na Descoberta e Expansão Marítimas Portuguesas ! Obviamente, além do ouro e prata então existentes, figuravam importantes documentos de origem náutica que o Infante D. Henrique soube aproveitar . . . Não será de admirar, pois, que de entre os artefactos preciosos na posse dos Templários, estivesse a bíblica “Arca da Aliança” permanecendo secretamente em Portugal desde o tempo de D. Dinis, tendo sido este o seu primeiro Guardião, isto é: há 694 anos – desde 1315 !
Efectivamente no romance histórico/iniciático – Operação 5º. Império, o Rei Português, D. Dinis em 1315, na realidade não fundou uma só Ordem, mas sim – duas ! A primeira, cuja missão foi a Descoberta e Expansão Marítimas de Portugal e a divulgação da Doutrina de Cristo (Culto do Divino Espírito Santo) , estabelecendo uma ponte entre o Ocidente e o Oriente (Projecto Sinárquico dos Templários); a segunda Ordem com outra missão, esta secreta que se mantém oculta até aos nossos dias a Ordem de Cristo, Guardiã que teve e tem a missão de ser a Guardiã da “Arca da Aliança” de Moisés.
Ao referido “artefacto bíblico” está ligado à terceira missão de Portugal no mundo defendida pelo Padre António Vieira e Fernando Pessoa – o 5º. Império – o Império da Espiritualidade Planetária que se fundirá numa doutrina espiritualista e universalizante, racional e científica que virá a unir todos os povos da Terra ! (Profecias de Nostradamus - Centúrias – XXXV (1503-1566).
Portugal - Cidade de S. João da Madeira, 18 de Fevereiro de 2009
Jacinto Alves
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